Pátria, Mater

27 de outubro de 2010 § Deixe um comentário


(Autumn, from my window/ Outono, da minha janela)

But who was she really? Unlike my father, whose general solidity and lapidary pronouncements were a known and stable quantity, my mother was energy itself, in everything, all over the house and our lives, ceaselessly probing, judging, sweeping all of us, plus our clothes, rooms, hidden vices, achievements, and problems into her always expanding orbit. But there was no common emotional space. Instead there were bilateral relationships with my mother, as colony to metropole, a constellation only she could see as a whole.

Mas quem era ela na verdade? Ao contrário do meu pai, cujos pronunciamentos lapidários e solidez usual eram de uma quantidade familiar e estável, a minha mãe era a energia em pessoa, em tudo: por toda a casa e as nossas vidas, incessantemente sondando, julgando, a varrer sobre nós, e também as nossas roupas, os nossos quartos, vícios secretos, os nossos problemas e façanhas para dentro da sua órbita, sempre em expansão. Mas não havia um espaço emocional em comum. Em vez disso, o que havia eram relações bilaterais com a minha mãe, como as da colônia com a metrópole, uma constelação que apenas ela era capaz de enxergar como um todo.

(Edward W. Said, in: Out of Place: A Memoir)

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