How I saw the Cidade Invicta

16 de setembro de 2013 § Deixe um comentário

Em dezembro, no Porto

19 de agosto de 2013 § Deixe um comentário

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Mais detalhes aqui

Ironias

19 de agosto de 2013 § Deixe um comentário

Ironia

Em dias azuis de céu compacto, com as gaivotas a gritar, a visão seletiva retorna à cidade-gêmea. Pois, a ironia, senhores, de morar na cidade-gêmea da dos meus anseios. O sol leve, moderado, é apenas mais um pormenor.
E a grande ironia do exílio que é estar ao mesmo tempo ausente de, e presente em, dois lugares.

Places

26 de julho de 2013 § Deixe um comentário

“Perhaps it’s that you can’t go back in time, but you can return to the scenes of a love, of a crime, of happiness, and of a fatal decision; the places are what remain, are what you can possess, are what is immortal. They become the tangible landscape of memory, the places that made you, and in some way you too become them.”
― Rebecca Solnit, A Field Guide to Getting Lost

“Talvez seja não conseguir voltar no tempo, mas poder retornar às cenas de um amor, de um crime, de felicidade, de uma decisão fatal; os lugares são o que resta, o que você pode possuir, são o que é imortal. Eles se tornam a paisagem tangível da memória, os lugares que nos moldaram, e, de certa forma, você também se torna os lugares.” (tradução livre)

Blogues mortos

11 de junho de 2013 § 4 Comentários

É estranho descobrir cantos de escrita abandonados.
Com textos últimos que datam de alguns meses, ou vários anos até.
Eu mesma tenho os meus.
Mais esquisito ainda quando não há indicação sequer de quem seja a(o) autor(a).
Algo como uma descoberta de hieróglifos anônimos, que dão pistas biográficas mas não o rosto ou a graça de quem deixou todas aquelas histórias e impressões ali.
Por quanto tempo será que esses blogues se manterão no ar antes que os donos de sua esfera resolvam apagá-los?
E o que pensarão aqueles que os encontrarem, esses diários interrompidos, essa verborragia que um dia resolveu calar-se e nem se deu ao trabalho de meter trancas na casa.

Estado de graça

7 de abril de 2013 § Deixe um comentário

Estado de graça
Desde o início, a leitura de Estado de Graça, publicado no Brasil pela Intrínseca, tem me dado um prazer absurdo, o livro é, como se costuma dizer aqui, um real page-turner, ou seja, difícil de largar enquanto tudo mais espera por você.
A narrativa, em terceira pessoa, se passa na Amazônia, e envolve a pesquisa de uma droga de fertilidade, pesadelos recorrentes, questões que somente o deslocamento espacial é (talvez) capaz de solucionar e, como de certa forma não poderia deixar de ser, uma tribo indígena (fictícia).
O que me atraiu num primeiro momento para a leitura foi mesmo a curiosidade pelo “olhar estrangeiro” sobre a Amazônia. O que não deixa de ser irônico, pois, para mim, paulistana que pouco viajou pelo Brasil e emigrou, a Amazônia brasileira (partes da história se passam em Manaus e a tribo em questão parece ser do Amazonas) é um território tão estrangeiro como qualquer outro que tecnicamente o seja. Talvez por ter enveredado pelos estudos culturais e de tradução, para mim a ideia de “nação” como princípio unificador de um povo seja, em princípio uma falácia. E, quando pensamos em um país tão grande e diverso quanto o Brasil, em que há variações culturais e idiomáticas, acho complicado definir o que é “ser brasileiro”. Mesmo assim, tenho a tendência de pensar na floresta como (parcialmente) “nossa” e um completo mistério.
Obviamente, a grande personagem do livro é a selva, ela e suas profundezas, também protagonistas de Coração das Trevas, em que fica difícil não pensar diante do livro de Ann Patchett. É o lugar e seu efeito enquanto exílio sobre os pesquisadores estrangeiros – com exceção da Dra. Budi, indonésia, para quem o ambiente hostil, quente e úmido “deve ser familiar” – que vai criando a dinâmica e as camadas da narrativa. Isso e, claro, as impressões de Marina Singh que, após desistir da viagem por sua missão estar teoricamente cumprida, após sentir que o retorno para casa se torna temporariamente inviável, resolve seguir o rio e a Dra. Swenson.
Tenho gostado muito do tom, sem paternalismos. E da escrita tão perfeita quanto deve ser aquela de uma história bem contada, interessante, sobre alteridades que, inesperadamente, iluminam opacidades internas.

Bristol

18 de janeiro de 2013 § Deixe um comentário

Bristol,

Eu cheguei há exatos 14 meses e 14 dias e ainda estou em trânsito.

 

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